Foi nesta cama inocente e muda que tudo aconteceu...
Ambos sentados com ar comprometido...
Eu inocente de tudo, alheada do mundo acreditei que era um momento feliz...
Que te importavas com o meu sorrir...
Roubaste o meu primeiro beijo e eu continuava alheada na minha fantasia de perfeição...
A perfeição de dois num mundo inantingível...
Atingiste-me com a seta da sedução e eu segui esse olhar brilhante,
Que me conduziu para as brumas camufladas daquilo que viria a ser o meu tormento...
Ainda não te perdoei...Ainda não esqueci...Não vou perdoar...Nem vou esquecer,
Porque quando o fizer não me magoará mais, nem sentirei mais esse sentimento que me perfura e me mantém acordada...
Sei que não voltarei a sentir a faísca inebriante que me dá vida se te esquecer...
E assim te mantenho no sótão da minha mente perversa que me empurra para a tua imagem idealizada por mim...
Fui eu que me enganei a mim mesma, fui eu quem confirmou apenas aquilo que queria ver, sendo mais confortável...
É duro aceitar que foi apenas um jogo de sedução que eu não soube jogar com a mesma astúcia...
Dói a ideia distorcida de tudo o que provocaste.
A rejeição é dolorosa, mas não o suficiente para apagar o amargo silêncio que mantiveste.
Não há feridos nem vencedores,
Agora sei que foi apenas mais uma história na tua vida,
Mas para mim foi a minha história, a mais verdadeira, a mais sincera de todas...
O que mais me magoa é saber que não voltarei a ser assim transparente,
Pois a raiva tomou conta de mim rasgando-me as veias da paixão.
Já não existe nada aqui, apenas um vazio oco que faz eco se alguém chamar por mim...
Não estou para ninguém, nem mesmo para ti nunca mais!
14 agosto 2009
02 agosto 2009
Enlevada no impossível
O sentimento inefável proibido de se pronunciar,
A abstracção total da minha alma conduz-me ao desejo impossível de te ter...
Leio-te em cada olhar, sinto-te em cada toque fantasiado, em cada palavra não pronunciada...
Amar é libertar-te, não me resta outra opção, transcendendo a minha vontade, o meu desejo...
Absorvo a ausência do sentimento não reconhecido...sorrindo.
Sei que existes, fazendo-me sentir o mais imensurável e abstracto amor...
Para mim ainda é suficiente...ainda...
Ainda é suportável ver-te e manter o meu silêncio rebelde dentro de mim, sufocando-me em lume brando...
Inspiro essa tua essência que tanto preenche este silêncio vazio de ti.
Como se explica tamanha consciência deste sentimento que me aflora e não lutar?
O desgaste que me rasga por dentro deveria ser suficiente para correr noutra direcção,
Mas o romantismo secular aperta o meu coração num céu aberto sangrento, como espinhos que me atraiçoam dia após dia...
Um dia espero que o meu silêncio se esbata neste mar de revolta...
A abstracção total da minha alma conduz-me ao desejo impossível de te ter...
Leio-te em cada olhar, sinto-te em cada toque fantasiado, em cada palavra não pronunciada...
Amar é libertar-te, não me resta outra opção, transcendendo a minha vontade, o meu desejo...
Absorvo a ausência do sentimento não reconhecido...sorrindo.
Sei que existes, fazendo-me sentir o mais imensurável e abstracto amor...
Para mim ainda é suficiente...ainda...
Ainda é suportável ver-te e manter o meu silêncio rebelde dentro de mim, sufocando-me em lume brando...
Inspiro essa tua essência que tanto preenche este silêncio vazio de ti.
Como se explica tamanha consciência deste sentimento que me aflora e não lutar?
O desgaste que me rasga por dentro deveria ser suficiente para correr noutra direcção,
Mas o romantismo secular aperta o meu coração num céu aberto sangrento, como espinhos que me atraiçoam dia após dia...
Um dia espero que o meu silêncio se esbata neste mar de revolta...
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