Somos...não somos...o que somos?Será que somos?
Sentimos...Será que sentimos? O que sentimos?
Voltados para nós mesmos, incertos de tudo e de nada...
Vaga a solidão que nos esvazia
Breve o sentimento de plenitude...
Prisioneiros do pensamento
Só a ele recorremos ansiando a libertação
Só a ele nos confessamos, com receio da exposição...
Sentimento esse de nudez que nos aflora...
Raiva e constrangimento de nós mesmos...
Acompanhados de sombras, pressentimentos e medos inúteis...
Que nos prendem nas amarras do pensamento.
02 março 2009
Poeira sentida
Não consigo suportar tanta poeira sentida dentro deste relógio de areia
Que grava e sente tudo em cada grão de uma forma tão única
De uma forma que nem eu mesma aguento suportar
É forte, nada é fingido…sinto-me invisível e a sufocar
Corroída…gasta…comprometida com o que não consigo explicar, apenas sinto no olhar
Sinto a distância fria que me faz recuar,
A pétala negra do abismo seduz-me para a fantasia…
Quero perder-me da realidade…
Alhear-me dos espinhos que me têm em carne viva …
Prisioneira em mim…quero GRITAR!!!!
Loucos
Os loucos não se assumem, vivem na sua própria sombra...
Assumir-se louco é ter consciência das suas limitações no mundo real...
Achar-se diferente e assumir-se assim perante a minoria, mas iguais a tantos outros humanos pensantes que se querem transcender a si mesmos,
Superar a condição humana, atingir a transcendência
Sair de si para conhecer a subjectividade que os atormenta...
E voltar com outra perspectiva...
Os que se assumem como loucos afastam-se conscientemente...
No regresso correm o risco de encontrar um mundo diferente ao que estavam habituados...
Talvez aí percebam que deveriam ter deixado um pensamento no mundo real,
Algo que os pudesse integrar novamente.
Se os loucos são felizes assim, que desliguem para sempre,
Talvez ainda ssim esse egoísmo provoque saudades a alguém.
Assumir-se louco é ter consciência das suas limitações no mundo real...
Achar-se diferente e assumir-se assim perante a minoria, mas iguais a tantos outros humanos pensantes que se querem transcender a si mesmos,
Superar a condição humana, atingir a transcendência
Sair de si para conhecer a subjectividade que os atormenta...
E voltar com outra perspectiva...
Os que se assumem como loucos afastam-se conscientemente...
No regresso correm o risco de encontrar um mundo diferente ao que estavam habituados...
Talvez aí percebam que deveriam ter deixado um pensamento no mundo real,
Algo que os pudesse integrar novamente.
Se os loucos são felizes assim, que desliguem para sempre,
Talvez ainda ssim esse egoísmo provoque saudades a alguém.
Alma a céu aberto
Sentir a tua alma a céu aberto
Desnuda, fresca, sem medos
Liberdade transcendente
Barreira indestrutível que me mantém na escalada
Subtilmente...triste... calada
A entrega impossível desse lado
A luta interior...
Um toque suave...
Uma tecla fria de piano em tom monocórdico que alimenta a barreira de titânio
O toque é suave, mas persistente
O acesso é negado, mas tão desejado
Quero chegar até ti, aceder a esse ficheiro mutante que me enlouquece,
Beber cada gota do teu sangue
Interiorizar-te...absorver-te...saborear tudo quanto és
Respeitar essa fuga de ti mesmo e dos outros
Acompanhar-te na jornada evolutiva que ambos perseguimos...
Somos nós mesmos em mundos separados.
Desnuda, fresca, sem medos
Liberdade transcendente
Barreira indestrutível que me mantém na escalada
Subtilmente...triste... calada
A entrega impossível desse lado
A luta interior...
Um toque suave...
Uma tecla fria de piano em tom monocórdico que alimenta a barreira de titânio
O toque é suave, mas persistente
O acesso é negado, mas tão desejado
Quero chegar até ti, aceder a esse ficheiro mutante que me enlouquece,
Beber cada gota do teu sangue
Interiorizar-te...absorver-te...saborear tudo quanto és
Respeitar essa fuga de ti mesmo e dos outros
Acompanhar-te na jornada evolutiva que ambos perseguimos...
Somos nós mesmos em mundos separados.
(Com)passo diário
Acordo...as pálpebras abrem na penosa lentidão matinal
Um dia que começa a crescer...
Levanto-me e abraço o banho ainda adormecida
funciono roboticamente tentando combater o pessimismo que me abate no 1º pensamento
Saio de casa...
Enfrento o dia e respiro o ar fresco
O vazio soma-se mais um dia
Volto para casa ao anoitecer
Mais um dia...banal...vazio...oco...escuro...triste...áspero...
Alimento o físico e tento alimentar a alma com os recursos possíveis...
Suspiro profundamente...
O vazio cansa...
vejo mais um filme
Tento apaziguar esta inquietude interior
Penso no amanhã distante mais confortável
Adormeço com o desejo de saborear o prazer do sono dias a fio...
Um dia que começa a crescer...
Levanto-me e abraço o banho ainda adormecida
funciono roboticamente tentando combater o pessimismo que me abate no 1º pensamento
Saio de casa...
Enfrento o dia e respiro o ar fresco
O vazio soma-se mais um dia
Volto para casa ao anoitecer
Mais um dia...banal...vazio...oco...escuro...triste...áspero...
Alimento o físico e tento alimentar a alma com os recursos possíveis...
Suspiro profundamente...
O vazio cansa...
vejo mais um filme
Tento apaziguar esta inquietude interior
Penso no amanhã distante mais confortável
Adormeço com o desejo de saborear o prazer do sono dias a fio...
Em carne viva
Em carne viva
Tormento diário
Sentimento solitário
Vazio, vago
Interior escuro que sangra
Sangra a dor interior
Dias e dias a fio
Ferida aberta que não cura
Madrugadas de loucura
A sós com o meu pensamento que me tortura
Fecho os olhos e respiro
Olho para dentro de mim
Vejo um escuro muito denso
Que me corta o ar
Asfixiada em mim, tento acordar
Mudar, sorrir, ser capaz de me encontrar
Esta luta interior deixa-me exausta e volto para o refúgio do meu pensamento
E tudo recomeça outra vez...
Tormento diário
Sentimento solitário
Vazio, vago
Interior escuro que sangra
Sangra a dor interior
Dias e dias a fio
Ferida aberta que não cura
Madrugadas de loucura
A sós com o meu pensamento que me tortura
Fecho os olhos e respiro
Olho para dentro de mim
Vejo um escuro muito denso
Que me corta o ar
Asfixiada em mim, tento acordar
Mudar, sorrir, ser capaz de me encontrar
Esta luta interior deixa-me exausta e volto para o refúgio do meu pensamento
E tudo recomeça outra vez...
Tentação
Caio na tentação, quero sentir toda aquela excitação que me corre nas veias quando olho para ti
Essa imagem que move e acorda os meus sentidos
Esse corpo que me faz trincar os lábios e respirar com mais intensidade...
Essa provocação constante que me põe à prova
Intensa a sensação dessa presença em mim que me arrepia...
Percorro-te com o meu olhar atrevido...
A adrenalina aumenta e a razão resume-se a um silêncio delicioso
E o prazer dos sentidos aclama bem alto a libertação da mente.
Essa imagem que move e acorda os meus sentidos
Esse corpo que me faz trincar os lábios e respirar com mais intensidade...
Essa provocação constante que me põe à prova
Intensa a sensação dessa presença em mim que me arrepia...
Percorro-te com o meu olhar atrevido...
A adrenalina aumenta e a razão resume-se a um silêncio delicioso
E o prazer dos sentidos aclama bem alto a libertação da mente.
Sentir-te em mim
Quero saborear-te, afundar-me em ti
Afundar-me nos sentidos do prazer e esquecer-me de mim
Momentos quentes, desejados, ansiados...
Um beijo, um toque, um instante...Aqueces-me a alma
Quero mais...mais de ti em mim
O desejo insaciável impele-me para ti
Vem comigo, faz parte de mim por momentos
Quero alimentar-me de ti...
Vislumbro-te na minha mente perversa e sequiosa
Imóvel com aquele olhar a brilhar de desejo....E prolongo a sensação por breves instantes
Fecho os olhos e consigo sentir as tuas mãos
A tua boca... Roçando em mim...
Sensação que me desperta os sentidos
Estimulas-me a mente, o corpo, tudo em mim
Agarra-me bem, aperta-me contra ti, quero sentir-te em mim...
Invade o meu corpo, possui-me neste momento em que a tensão ferve em nós
Sinto-me a palpitar de tesão, quero ter-te bem dentro de mim...
Espera um pouco...Ainda não é o momento...
Saboreio apenas o anunciar da tua carne em mim, salivando de desejo...suspiro ao teu ouvido...
Envolve-nos um frenezim sedento de prazer
O respirar ofegante de dois no mundo carnal
O acariciar dos corpos incandescente,
Sinto o teu corpo fundir-se no meu...(um gemido rouco)...
Roçando num vaivém prazeroso, mil sensações em cada poro da minha pele molhada de ti
Somos dois corpos enlevados no capricho do desejo....
Afundar-me nos sentidos do prazer e esquecer-me de mim
Momentos quentes, desejados, ansiados...
Um beijo, um toque, um instante...Aqueces-me a alma
Quero mais...mais de ti em mim
O desejo insaciável impele-me para ti
Vem comigo, faz parte de mim por momentos
Quero alimentar-me de ti...
Vislumbro-te na minha mente perversa e sequiosa
Imóvel com aquele olhar a brilhar de desejo....E prolongo a sensação por breves instantes
Fecho os olhos e consigo sentir as tuas mãos
A tua boca... Roçando em mim...
Sensação que me desperta os sentidos
Estimulas-me a mente, o corpo, tudo em mim
Agarra-me bem, aperta-me contra ti, quero sentir-te em mim...
Invade o meu corpo, possui-me neste momento em que a tensão ferve em nós
Sinto-me a palpitar de tesão, quero ter-te bem dentro de mim...
Espera um pouco...Ainda não é o momento...
Saboreio apenas o anunciar da tua carne em mim, salivando de desejo...suspiro ao teu ouvido...
Envolve-nos um frenezim sedento de prazer
O respirar ofegante de dois no mundo carnal
O acariciar dos corpos incandescente,
Sinto o teu corpo fundir-se no meu...(um gemido rouco)...
Roçando num vaivém prazeroso, mil sensações em cada poro da minha pele molhada de ti
Somos dois corpos enlevados no capricho do desejo....
Sentir
Sinto as gotas de chuva a molharem-me as ideias...
Ajudam-me a sentir...
Abraçam as lágrimas que deslizam no meu rosto triste, cansado de suspirar...
Uma inspiração profunda...
Que acompanha um olhar vazio, baço e distante.
Ajudam-me a sentir...
Abraçam as lágrimas que deslizam no meu rosto triste, cansado de suspirar...
Uma inspiração profunda...
Que acompanha um olhar vazio, baço e distante.
Recaída
Um segredo... Uma cumplicidade...
Um desejo prolongado....sentido...proibido
O sentimento roçado, gasto, mas que não se extingue
Deixa-se cair na tentação
Atraiçoada pela mente, perco-me completamente
A carne sobrevive, mas o coração despedaçado não.
Fragmentos de um sentimento de outrora que se transformou numa neblina fria.
Um desejo prolongado....sentido...proibido
O sentimento roçado, gasto, mas que não se extingue
Deixa-se cair na tentação
Atraiçoada pela mente, perco-me completamente
A carne sobrevive, mas o coração despedaçado não.
Fragmentos de um sentimento de outrora que se transformou numa neblina fria.
Solidão
O frio do silêncio abraça-me todas as noites
Noites essas traduzidas em inquietação...pura solidão
Procuro um sentido...um ritmo...um amor...
o tic tac das horas lembram-me os olhares que cruzamos...
As horas que voavam conduzidas pelo frenezim da paixão,
O sentir aveludado...
E sorrio...abraçando-me na nuvem da recordação...
Sentindo o vazio da solidão.
Noites essas traduzidas em inquietação...pura solidão
Procuro um sentido...um ritmo...um amor...
o tic tac das horas lembram-me os olhares que cruzamos...
As horas que voavam conduzidas pelo frenezim da paixão,
O sentir aveludado...
E sorrio...abraçando-me na nuvem da recordação...
Sentindo o vazio da solidão.
Procuro-me
Procuro-me entre a multidão, vejo-me do outro lado do passeio e atravesso...
Continuo a não me encontrar e a fugir de mim mesma...
Faço uma pausa para descansar e retomo a busca...
Encontro-me por fim na luz lunar que me acalma e me segreda quem realmente sou.
Noctívaga de mim...
Vagueio em cada ponto negro do céu anoitecido,
Respiro a brisa com o aroma da noite
E ouço a voz interior, o meu eu...
Aquele que se esconde por detrás do meu olhar e finge não existir.
Continuo a não me encontrar e a fugir de mim mesma...
Faço uma pausa para descansar e retomo a busca...
Encontro-me por fim na luz lunar que me acalma e me segreda quem realmente sou.
Noctívaga de mim...
Vagueio em cada ponto negro do céu anoitecido,
Respiro a brisa com o aroma da noite
E ouço a voz interior, o meu eu...
Aquele que se esconde por detrás do meu olhar e finge não existir.
Doce obsessão
Matam-me os dias vazios de ti...
Doce obsessão que me destrói lentamente em lume brando...
Bate levemente a saudade do sentimento vivo que me abrigava da tempestade lá fora.
E tudo era inebriante, fantástico, fascinante...
O conhecimento de mim que me permitiste...
E tudo foi um instante levado pelo tempo, transformado em pó...
Gravado a ferros quentes nesta alma gélida e vazia.
Doce obsessão que me destrói lentamente em lume brando...
Bate levemente a saudade do sentimento vivo que me abrigava da tempestade lá fora.
E tudo era inebriante, fantástico, fascinante...
O conhecimento de mim que me permitiste...
E tudo foi um instante levado pelo tempo, transformado em pó...
Gravado a ferros quentes nesta alma gélida e vazia.
Desejo
O cruzar de dois olhares em que os corpos se desejam
Uma vontade ilícita de ser cumprida
O sabor do leve sussurrar...
O desejo proibido num momento comprometedor...
Entro nesse teu mundo virtual
Onde me deixo levar neste jogo de sedução perigoso
Onde a culpa do desejo é menos julgada...
A culpa é da vontade...
Imagino a tua boca...esses lábios suaves...
Saciando-se nos meus...saciando-se em mim...
Um gesto meigo...um olhar penetrante...um desejo ardente
Uma vontade louca de te sentir em mim, de te tocar...
De ser tocada e em cada toque sentires-me vibrar...
O desejo intenso de ser possuída e estremecer de prazer...
Nesta nuvem de pensamentos sinto o teu olhar a despir-me suavemente...hum...que arrepio delicioso.
Acaricio-me para que vejas o quão bom é sentir-te desejar-me...
Saboreio a breve mas intensa sensação...
E prolongo-a no meu imaginário onde tudo é possível...
Uma vontade ilícita de ser cumprida
O sabor do leve sussurrar...
O desejo proibido num momento comprometedor...
Entro nesse teu mundo virtual
Onde me deixo levar neste jogo de sedução perigoso
Onde a culpa do desejo é menos julgada...
A culpa é da vontade...
Imagino a tua boca...esses lábios suaves...
Saciando-se nos meus...saciando-se em mim...
Um gesto meigo...um olhar penetrante...um desejo ardente
Uma vontade louca de te sentir em mim, de te tocar...
De ser tocada e em cada toque sentires-me vibrar...
O desejo intenso de ser possuída e estremecer de prazer...
Nesta nuvem de pensamentos sinto o teu olhar a despir-me suavemente...hum...que arrepio delicioso.
Acaricio-me para que vejas o quão bom é sentir-te desejar-me...
Saboreio a breve mas intensa sensação...
E prolongo-a no meu imaginário onde tudo é possível...
Palavras em mim
Preciso de sentir as palavras em mim...
O momento...o silêncio...a pauta do meu pensamento
Quero afogar-me nelas, divagar, perder-me em mim...
Pensamentos difusos, confusos, atropelam-me a mente,
Bloqueiam-me a razão que teima em não lutar...
As ideias como ondas morrem na areia seca dentro de mim.
Quero gritar a razão para mim mesma para não enlouquecer...
Quero não sentir a dor de sentir!
O calor da paz, o afago vagueiam na corrente das marés distantes, enevoados frios e molhados no sal da vida.
O momento...o silêncio...a pauta do meu pensamento
Quero afogar-me nelas, divagar, perder-me em mim...
Pensamentos difusos, confusos, atropelam-me a mente,
Bloqueiam-me a razão que teima em não lutar...
As ideias como ondas morrem na areia seca dentro de mim.
Quero gritar a razão para mim mesma para não enlouquecer...
Quero não sentir a dor de sentir!
O calor da paz, o afago vagueiam na corrente das marés distantes, enevoados frios e molhados no sal da vida.
Pensamentos
Transbordam em mim os pensamentos claros e distantes...
Vislumbro-os para além da realidade...
Sonho-os todas as noites,
Espero-os todos os dias...
Um vazio em mim que não parte...
Uma chama de alento que não chega...
É tão fria e triste esta brisa, esta dança solitária...
O horizonte....a realidade...
O impossível navega em mim.
Vislumbro-os para além da realidade...
Sonho-os todas as noites,
Espero-os todos os dias...
Um vazio em mim que não parte...
Uma chama de alento que não chega...
É tão fria e triste esta brisa, esta dança solitária...
O horizonte....a realidade...
O impossível navega em mim.
Sentido
Sinto os dias deslizando como folhas de Outono sopradas pelo vento...
Distantes...sem brilho...baços e vazios, refugiados na neblina que os esconde das manhãs...
A mente divaga em jeito sublime, quase imperceptível...
Na busca de um sentido que teima em não aparecer.
A angústia desgasta este interior como uma lixa num vaivém que consome esta alma inquieta, este corpo que não me pertence...
E bastava um segundo de paz,
Um segundo para me encontrar nas palavras...
Um segundo para me encontrarem na mais pura nudez de espírito...
Bastava um segundo que justificasse o meu nada que é tudo,
Que só a mim pertence.
Distantes...sem brilho...baços e vazios, refugiados na neblina que os esconde das manhãs...
A mente divaga em jeito sublime, quase imperceptível...
Na busca de um sentido que teima em não aparecer.
A angústia desgasta este interior como uma lixa num vaivém que consome esta alma inquieta, este corpo que não me pertence...
E bastava um segundo de paz,
Um segundo para me encontrar nas palavras...
Um segundo para me encontrarem na mais pura nudez de espírito...
Bastava um segundo que justificasse o meu nada que é tudo,
Que só a mim pertence.
Paixão na sua forma mais sublime
O sentimento mais puro
Sentido...olhado...hesitante...
A paixão na sua forma mais sublime: os olhares tocam-se mas os corpos não...
Desejo intenso que bóia sobre os corpos indomáveis...
As horas vagueiam sobre o momento, procurando um porto seguro...
E tudo pode ser assim...simples e efémero, esfumando-se no tempo...nas horas...nas breves passagens deste mundo.
Sentido...olhado...hesitante...
A paixão na sua forma mais sublime: os olhares tocam-se mas os corpos não...
Desejo intenso que bóia sobre os corpos indomáveis...
As horas vagueiam sobre o momento, procurando um porto seguro...
E tudo pode ser assim...simples e efémero, esfumando-se no tempo...nas horas...nas breves passagens deste mundo.
Recordações
Pingam vagarosas em mim as recordações
Renovando-se a cada dia que passa
Proibindo-me o esquecimento
Apoderam-se da minha vontade
E dominam este interior adormecido que boceja o passado....
Pingam uma a uma sobre esta pele sequiosa, que as absorve, na ânsia de lhes sorver o sabor intenso daqueles instantes sentidos.
Renovando-se a cada dia que passa
Proibindo-me o esquecimento
Apoderam-se da minha vontade
E dominam este interior adormecido que boceja o passado....
Pingam uma a uma sobre esta pele sequiosa, que as absorve, na ânsia de lhes sorver o sabor intenso daqueles instantes sentidos.
Vício
Vício entranhado em mim de te pensar
No nevoeiro absurdo do meu mundo
Turbulência que em mim habita...
Horas mortas neste vazio, marcadas pelas cicatrizes abertas que marcam este livro secreto
Tudo é solarengo quando acredito,
Contrastando com os dias de tons cinzentos que sussurram baixinho...
O que de mais negro oculto...
Sussurram no meu ouvido...baixinho...baixinho...baixinho...baixinho...
No nevoeiro absurdo do meu mundo
Turbulência que em mim habita...
Horas mortas neste vazio, marcadas pelas cicatrizes abertas que marcam este livro secreto
Tudo é solarengo quando acredito,
Contrastando com os dias de tons cinzentos que sussurram baixinho...
O que de mais negro oculto...
Sussurram no meu ouvido...baixinho...baixinho...baixinho...baixinho...
Suspiro
Um suspiro que abre a gaveta da memória
Um leve arrepio, um sonhar...
Verte-se em mim toda a essência daqueles momentos
E sinto a verdade do prazer de sentir tudo
De sentir-te a ti, como areia a escorrer entre os dedos das minhas mãos...
E a fugir para esse mundo que é só teu...
Vejo-te entre as nuvens do outono...
E essa visão vai e vem como que obsessão dolorosa que me entrega ao prazer da mente...
Um leve arrepio, um sonhar...
Verte-se em mim toda a essência daqueles momentos
E sinto a verdade do prazer de sentir tudo
De sentir-te a ti, como areia a escorrer entre os dedos das minhas mãos...
E a fugir para esse mundo que é só teu...
Vejo-te entre as nuvens do outono...
E essa visão vai e vem como que obsessão dolorosa que me entrega ao prazer da mente...
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