Fico distante e quieta, de alma rasgada a olhar...
Deitada em cima do vislumbre que parece tão transparente quando olhado do outro lado do vidro embaciado...
E as gotas salgadas que escorrem por esse vidro anseiam ser secadas...
Anseiam não existir...
Cada gota uma dor diferente,
Um sentimento que chora no silêncio que estala por dentro...
Escorre dentro de mim um sangue escuro...impuro, que me entope a razão de ser...
Quero diluir-me e purificar-me,
Desprender-me das amarras frias que me abraçam todos os dias...Quero viver...
Tenho a alma rasgada.
08 fevereiro 2010
Extremo de sentir
Sentir-me sem sentir,
Sentir-me presa e distante...
O extremo é sempre o caminho mais fácil de percorrer...
Fechar as minhas portas ao mundo,
Esperar que fique tudo bem,
Esperar...Esperar...Esperar...
Mas a cascata não cessa de jorrar água energicamente,
Fico atordoada e penso ainda mais...
O tempo não gela como gelam as minhas emoções em contacto com o mundo,
Olho e não vejo ninguém.
Encurralada...prisioneira...refém do extremo
Quando acordo sinto sempre o negrume ácido que carrego em mim...
Sinto-me oca, vazia de mim.
Espero... Espero... Espero...
Quero tanto de mim e o que tenho é uma mão cheia de nada e uma cabeça cheia de mim mesma.
Sentir-me presa e distante...
O extremo é sempre o caminho mais fácil de percorrer...
Fechar as minhas portas ao mundo,
Esperar que fique tudo bem,
Esperar...Esperar...Esperar...
Mas a cascata não cessa de jorrar água energicamente,
Fico atordoada e penso ainda mais...
O tempo não gela como gelam as minhas emoções em contacto com o mundo,
Olho e não vejo ninguém.
Encurralada...prisioneira...refém do extremo
Quando acordo sinto sempre o negrume ácido que carrego em mim...
Sinto-me oca, vazia de mim.
Espero... Espero... Espero...
Quero tanto de mim e o que tenho é uma mão cheia de nada e uma cabeça cheia de mim mesma.
03 fevereiro 2010
Negação
Não me sinto a respirar
Não me vejo a olhar
Não me vejo acordada
Não me sinto a sentir
Não quero falar nem estar...
Sentir, respirar, olhar, acordar, comunicar...
Só me apetece afastar.
Não és o amor de ninguém
Apenas o desejo carnal de alguém
Apenas o lembrar de sensações
Mas nunca a presença da paixão
Escondes-te e foges
Fintas os teus sentimentos, sabotando-te a ti mesma...
Lembro-me e fico escondida,
Será um adeus ou uma viagem sem prazo para terminar?
Quero acordar!
Não me vejo a olhar
Não me vejo acordada
Não me sinto a sentir
Não quero falar nem estar...
Sentir, respirar, olhar, acordar, comunicar...
Só me apetece afastar.
Não és o amor de ninguém
Apenas o desejo carnal de alguém
Apenas o lembrar de sensações
Mas nunca a presença da paixão
Escondes-te e foges
Fintas os teus sentimentos, sabotando-te a ti mesma...
Lembro-me e fico escondida,
Será um adeus ou uma viagem sem prazo para terminar?
Quero acordar!
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