Fico distante e quieta, de alma rasgada a olhar...
Deitada em cima do vislumbre que parece tão transparente quando olhado do outro lado do vidro embaciado...
E as gotas salgadas que escorrem por esse vidro anseiam ser secadas...
Anseiam não existir...
Cada gota uma dor diferente,
Um sentimento que chora no silêncio que estala por dentro...
Escorre dentro de mim um sangue escuro...impuro, que me entope a razão de ser...
Quero diluir-me e purificar-me,
Desprender-me das amarras frias que me abraçam todos os dias...Quero viver...
Tenho a alma rasgada.
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