08 fevereiro 2010

Extremo de sentir

Sentir-me sem sentir,

Sentir-me presa e distante...

O extremo é sempre o caminho mais fácil de percorrer...

Fechar as minhas portas ao mundo,

Esperar que fique tudo bem,

Esperar...Esperar...Esperar...

Mas a cascata não cessa de jorrar água energicamente,

Fico atordoada e penso ainda mais...

O tempo não gela como gelam as minhas emoções em contacto com o mundo,

Olho e não vejo ninguém.

Encurralada...prisioneira...refém do extremo

Quando acordo sinto sempre o negrume ácido que carrego em mim...

Sinto-me oca, vazia de mim.

Espero... Espero... Espero...

Quero tanto de mim e o que tenho é uma mão cheia de nada e uma cabeça cheia de mim mesma.

Sem comentários:

Enviar um comentário