28 junho 2010

RAMP - "Alone"

Vazio Frio...

Passam correntes sem vida dentro de mim...

Frias... vazias...

Deixei de sentir durante muito tempo,

A brisa, o arrepio, o sorriso, a alma, o ser, o estar, o amor...

Consumi as minhas reservas durante a hibernação perante o mundo,

Agora não me aproximo, não sinto, não percebo nem me apercebo... não sei...

As distâncias aumentam num tom abismal e o medo de não poder regressar é assustador.

O que fazer? O que sentir? O que dizer? o que fazer?

...Frio...sinto apenas frio dentro de mim...

06 junho 2010

Alone

Até um ser solitário se sente, por vezes, sozinho...

08 fevereiro 2010

Alma rasgada

Fico distante e quieta, de alma rasgada a olhar...

Deitada em cima do vislumbre que parece tão transparente quando olhado do outro lado do vidro embaciado...

E as gotas salgadas que escorrem por esse vidro anseiam ser secadas...

Anseiam não existir...

Cada gota uma dor diferente,

Um sentimento que chora no silêncio que estala por dentro...

Escorre dentro de mim um sangue escuro...impuro, que me entope a razão de ser...

Quero diluir-me e purificar-me,

Desprender-me das amarras frias que me abraçam todos os dias...Quero viver...

Tenho a alma rasgada.

Extremo de sentir

Sentir-me sem sentir,

Sentir-me presa e distante...

O extremo é sempre o caminho mais fácil de percorrer...

Fechar as minhas portas ao mundo,

Esperar que fique tudo bem,

Esperar...Esperar...Esperar...

Mas a cascata não cessa de jorrar água energicamente,

Fico atordoada e penso ainda mais...

O tempo não gela como gelam as minhas emoções em contacto com o mundo,

Olho e não vejo ninguém.

Encurralada...prisioneira...refém do extremo

Quando acordo sinto sempre o negrume ácido que carrego em mim...

Sinto-me oca, vazia de mim.

Espero... Espero... Espero...

Quero tanto de mim e o que tenho é uma mão cheia de nada e uma cabeça cheia de mim mesma.

03 fevereiro 2010

Negação

Não me sinto a respirar

Não me vejo a olhar

Não me vejo acordada

Não me sinto a sentir

Não quero falar nem estar...

Sentir, respirar, olhar, acordar, comunicar...

Só me apetece afastar.

Não és o amor de ninguém

Apenas o desejo carnal de alguém

Apenas o lembrar de sensações

Mas nunca a presença da paixão

Escondes-te e foges

Fintas os teus sentimentos, sabotando-te a ti mesma...

Lembro-me e fico escondida,

Será um adeus ou uma viagem sem prazo para terminar?

Quero acordar!