Como veneno que escorre entre as brumas do pensamento,
Vislumbro aquela imagem fria que me corta a razão,
Atordoada por uma passado demoníaco que me roubou de mim mesma,
Escrevo para me libertar...
Grito mentalmente para não incomodar...
Tormento sufocante desgasta este interior cansado de mim.
Noites multiplicadas que roçam os anos intermináveis deste estado transparente,
Sensações puras...raiva...fúria...
Grito mentalmente no sufoco desta prisão invisível
Onde estás oh alma perdida de ti? Onde estás pessoa escondida? Refugiada nos teus medos talvez...
Não tenhas medo de gritar!
Liberta-te dos medos inúteis,
Aparece no presente, nesses dias que apenas deixas passar consumida de ti...
Não te deixes perder pelo que passou,
Concretiza-te em ti mesma,
Agarra-te nesta jornada com a força de um animal selvagem,
Não permitas que as rédeas do teu pensamento tumultuoso tomem conta de ti...
Afasta-te do teu eu negro entranhado que em ti navega e te possui,
Liberta-te das amarras enegrecidas pelo tempo que te mantêm no silêncio vazio,
Entregue ao vazio aterrador que tu própria constróis à tua volta.
Destrói a muralha que te esmaga e protege-te com o calor da voz humana que não desiste de ti...
Liberta-te da negação dos sentimentos e deixa entrar em ti a brisa morna que te faz sorrir.
AINDA EXISTES!!!!
Espero que continues a escrever para te libertar e que não deixes de lado esta tua virtude. Raras são as pessoas que escrevem com alma. **
ResponderEliminarEntão os bons textos a que este blog nos habituou, onde andam? Falta de inspiração? Já sentimos falta...
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